quarta-feira, abril 15, 2026

Metano: o inimigo invisível

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O metano é um dos principais vilões invisíveis das emissões de gases de efeito estufa e representa um dos maiores problemas ambientais relacionados à expansão das indústrias de gás e petróleo na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, especialmente em Macaé. Embora a Usina Termelétrica Marlim Azul afirme que as emissões de sua chaminé são de vapor d’água, imagens captadas por câmeras especializadas revelam uma realidade diferente – e que não é visível a olho nu. Durante a produção de energia, metano e outros compostos orgânicos voláteis são liberados na atmosfera, embora não possam ser detectados sem o uso de tecnologia apropriada.

O metano é 80 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2) em termos de aquecimento global a curto prazo e é responsável por uma parte significativa dos gases de efeito estufa na atmosfera. Suas emissões ocorrem por combustão incompleta e venting (liberação intencional) de grandes quantidades do gás, sem queima eficiente, agravando ainda mais o problema. Em um período de 20 anos, o metano representa uma ameaça muito maior que o CO2.

Além disso, as emissões de metano e outros compostos orgânicos voláteis contribuem para a formação do ozônio troposférico, um poluente prejudicial à saúde humana, já um problema em Macaé, com níveis de ozônio acima dos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A situação torna-se ainda mais alarmante considerando que diversas novas termelétricas estão sendo planejadas para a região, o que intensificará o impacto dessas emissões.

Diante disso, o metano se torna um componente essencial a ser monitorado e regulamentado, visando a mitigação de seus efeitos adversos no meio ambiente e na saúde da população local.

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