Problemas ambientais do norte/noroeste fluminense (breve nota)

Por Arthur Soffiati

Arthur Soffiati / Divulgação

A região Norte-Noroeste Fluminense se estende por quatro áreas: montanha, tabuleiros, planície e oceano. A agricultura, a pecuária e, mais recentemente, a exploração do petróleo e gás natural na bacia oceânica, acarretaram sérios impactos ambientais que devem ser resumidos em quatro. O desmatamento na serra e nos tabuleiros provocou erosão e empobrecimento dos solos, além de assoreamento dos rios e comprometimento da biodiversidade. Pelo menos, os pontos críticos, como pontos de recarga, nascentes, topos de morro e margens de rios, devem ser reflorestados. Os núcleos urbanos também acarretam problemas, como invasão de leitos e poluição. As cidades devem se ajustar aos novos tempos. Na planície, a grande drenagem de áreas úmidas acarretou problemas de ressecamento e salinização. Áreas úmidas precisam ser criadas, observando que, tanto o desmatamento quanto a drenagem contribuíram para a emissão de gases do efeito estufa. Sem florestas e áreas úmidas, a região sofre mais com estiagens e enchentes. Por fim, a exploração de petróleo e gás natural contribui para uma economia que destrói a natureza no geral e no particular. Macaé tem sido o município mais afetado. Portos, termelétricas e urbanização desordenada afetam a cidade. Mas outros municípios também foram afetados, como São João da Barra, onde foi erguido um grande complexo portuário que acarretou muitos danos socioambientais.