Educação Ambiental será prioridade para o Ibama em 2024

Vista da escola publica na sede do Ibama

Brasília (30/01/2024) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) definiu, em seu planejamento para 2024, que dará prioridade para a Educação Ambiental (EA). O objetivo é garantir relevância para esse tema por meio de maior autonomia de atuação, uma estrutura física melhor e um orçamento mais robusto, tornando-o transversal, com envolvimento de todas as diretorias da autarquia.

Durante a elaboração do plano no ano passado, os servidores do Instituto foram consultados, como forma democrática de incluí-los nesse processo. Com o fortalecimento da EA, foram alocados recursos para realização de cursos, ainda em 2024, para capacitação de educadores ambientais. “Dentro desse espírito de dar a importância que a Educação Ambiental merece e precisa, a ideia é que todos os servidores do Ibama sejam agentes multiplicadores, que trabalhem na produção de conteúdo e na formação de educadores ambientais, para que se ganhe em escala”, justificou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho.

A estruturação da EA no Ibama foi feita a partir da criação, em 2016, do Comitê Intersetorial Permanente de Educação Ambiental (Cipea), vinculado à presidência do Instituto. O objetivo é fortalecer, articular e integrar as ações de educação ambiental.

Mudança de comportamento

Apesar da atuação permanente do Ibama no combate aos crimes ambientais, a priorização da EA busca a mudança de comportamento da população. Ações de educação ambiental, inclusive a partir de procedimentos internos do Instituto, contribuíram para diversas mudanças no comportamento da sociedade.

Por meio de ações educativas e da conscientização dos cidadãos sobre a importância do meio ambiente, o objetivo do Instituto é que os delitos ambientais cessem, tais como a caça ilegal, o tráfico de animais, a pesca predatória ou o desmatamento sem controle. “Só se vai conseguir frear essas irregularidades com educação. Infelizmente, mesmo com o passar dos anos, os resultados são insuficientes”, reconhece Agostinho. A expectativa dele é que, por meio de concurso público, seja possível aumentar a estrutura responsável pela EA, o que é uma prioridade do governo federal.

Diversos temas serão trabalhados com educação ambiental, como agrotóxico, fauna e fogo. “A capacidade do Ibama ser uma alavanca para impulsionar as iniciativas de educação é real. A própria fiscalização, que busca induzir a mudança do comportamento das pessoas em relação a empreendimentos em desacordo com a legislação, pode ser pedagógica, mais educativa”, conclui Agostinho.

Organização

As superintendências estaduais do Ibama desenvolveram, este ano, 63 projetos de educação ambiental, recebidos pelo Núcleo de Programas de Educação Ambiental. Subordinado ao Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama, o Núcleo faz uma avaliação quantitativa e qualitativa dos temas abordados – flora, fauna, gestão – a partir de critérios básicos.

Para consolidar esse trabalho, o Núcleo organiza anualmente um encontro nacional em Brasília, com a presença de pelo menos um servidor do Instituto em cada estado. Na ocasião, são apresentados projetos e ações bem-sucedidas, o que gera troca de experiências. Também há diálogo com técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Em 2019, teve início a construção do Plano Nacional de Gestão da Educação Ambiental (Pangea), com metas e ações estratégicas que os estados inserem para serem executadas no ano seguinte, consolidando várias iniciativas, o que traz um direcionamento para o tema.

Uma segunda versão do Pangea, 2022/2023, está em vigor, com constantes atualizações. A próxima etapa é a construção, já em andamento, do projeto político-pedagógico de EA do Ibama, que vai aprofundar esse trabalho, mostrando o que se faz e o que se pode fazer.