Por Isabella Guasti para “R7”
Um dique da mineradora Vale se rompeu neste domingo (25) no limite entre as cidades de Ouro Preto e Congonhas, na região Central de Minas Gerais, a 95 km de Belo Horizonte. Não há registro de feridos.
Segundo as primeiras informações da Defesa Civil local, houve um rompimento de um dique que fica dentro do complexo minerário Fábrica, onde estão as barragens da Forquilha I, II, III, IV, V. Equipes da Defesa Civil de Congonhas e da mineradora avaliam a situação no local.
Imagens mostram a situação do dique após o rompimento:
O acidente ocorreu próximo de uma área da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), provocando alagamento de setores da empresa. Procurada pela Record, a CSN disse que foram afetados o almoxarifado, espaços de acessos internos, oficinas mecânicas, a área de embarque. além de outras áreas.
“Importante ressaltar que todas as estruturas de contenção de sedimentos da CSN Mineração estão operando normalmente. A CSN Mineração informa que, desde o primeiro momento, acompanha a situação de forma permanente e que as autoridades competentes já foram comunicadas”, diz a CSN em comunicado.
O rompimento da estrutura ocorre exatamente sete anos após a tragédia que matou 272 pessoas em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na época, a barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão cedeu, liberando uma onda de lama que destruiu comunidades, atingiu o rio Paraopeba e provocou um dos maiores desastres socioambientais da história do Brasil.
Em nota, a Vale disse que comunicou os órgãos competentes e apura as causas do incidente. “A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana”, completa o texto.
Nota da Vale na íntegra
“A Vale esclarece que, na madrugada deste domingo (25), houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG). O fluxo alcançou algumas áreas de uma empresa na região. Pessoas e a comunidade da região não foram afetadas. Como é praxe nessas situações, a Vale já comunicou os órgãos competentes e prioriza a proteção das pessoas, comunidades e meio ambiente. As causas do extravasamento de água estão sendo apuradas.
A Vale reforça que o ocorrido não tem qualquer relação com as barragens da empresa na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana.”










