Dia das plantas

Por Arthur Soffiati

O naturalista Alberto Löfgren propôs, em 1902, um dia para celebrar a importância das árvores, mas esse dia só foi oficializado em 1965. Até a década de 1970, entendia-se a árvore como símbolo da natureza. Tanto assim que cada região do Brasil ganhou uma espécie de árvore como símbolo.

Com o avanço das ciências ambientais, entendeu-se que as árvores não podem ser isoladas do seu contexto ecossistêmico. O Dia da Árvore soa como um resquício do passado. Diante da crise ambiental, seria mais apropriado celebrar o Dia da Planta ou da Vegetação. 

Não apenas as árvores produzem oxigênio e absorvem gás carbônico. O menor pé de capim que nos passa despercebido em nossas caminhadas pelas ruas também executa esse trabalho sem estardalhaço, sem saber que o executa e sem saber da nossa existência. 

Vegetação espontânea, Ilha de Páscoa

Devemos ser gratos a todo tipo de vegetação, da menor a maior, pelos serviços ambientais que presta nos campos, nas zonas áridas e semiáridas, nas áreas úmidas, nas florestas e em outros lugares. Não apenas agradecer o serviço que nos prestam gratuitamente, mas também defendê-las da destruição. Em todo o mundo, as diversas formas de vegetação estão sendo destruídas para a instalação de lavouras intensivas em insumos químicos, para pastagens e para cidades.

Vegetação em lago salgado – Deserto de Atacama

No Brasil, particularmente, existe a grande ameaça de um governo que, se vitorioso, tem um compromisso com os destruidores da natureza de avançar na destruição mais ainda. Acima de tudo, a proteção dos vegetais, pois eles asseguram a vida dos animais. Nós, humanos, inclusive. VIVA A PLANTA.

Árvore no Deserto de Atacama