segunda-feira, março 9, 2026

APA Federal de Guapi-Mirim dá posse ao seu Conselho Consultivo

Divulgação Movimento Baía Viva

No dia 05 de março, o Movimento Baía Viva fundado em 1984 tomou posse como membro do Conselho Consultivo da Área de Proteção Ambiental de Guapi-Mirim que abrange uma área de 80 Km2 dos manguezais de Magé, Guapimirim, Itaboraí e Itaboraí.

A criação da APA Federal de Guapi-Mirim em 1984 foi resultado de uma pioneira luta socioambiental no qual à época um pequeno grupo de ecologistas e cientistas, como o saudoso geógrafo e professor da UFRJ, Elmo Amador, e outros pesquisadores/as, em plena ditadura militar (1964-1985), denunciavam que o próprio governo federal (Ministério do Interior e o DNOS) pretendiam realizar o aterramento e destruição de extensa área de manguezal do Recôncavo da Baía de Guanabara. Esta luta da cidadania foi vitoriosa e a criação da APA, e, posteriormente, da Estação Ecológica da Guanabara (ESEC), proporcionou a proteção da maior área de manguezais do estado do Rio de Janeiro com 80 Km2 de extensão, com rica biodiversidade e avifauna e o reconhecimento da presença das comunidades tradicionais (pescadores artesanais e quiombos) e de agricultores familiares de base agroecológica.

O Conselho da APA é formado pelo ICMBio (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima), órgão gestor desta Unidade de Conservação da Natureza, comunidades tradicionais, pesquisadores/as de universidades públicas e movimentos socioambientais que tomaram posse em 05/03/2026 para uma mandato de 2 anos.

📸Divulgação Movimento Baía Viva