Asuperfície terrestre do delta do rio Amazonas, que se espraia pelo litoral do Pará e do Amapá, está afundando. A taxa de rebaixamento dos terrenos entre os quais correm um emaranhado de rios é maior do que a taxa de elevação do nível do mar. Há outros 17 deltas na mesma situação – incluindo os do Nilo, no Egito; do Ganges, na Índia; do Amarelo, na China; e do Vermelho e do Mekong, ambos no Vietnã –, de acordo com um estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos. Entre os 40 maiores deltas de rios do mundo entre 2014 e 2023, os mais afetados foram os dos rios Chao Phraya, na Tailândia, Brantas, na Indonésia, e Amarelo, com taxas médias de afundamento de cerca de 8 milímetros (mm) por ano, o dobro da taxa de elevação global do nível do mar; o delta do Amazonas está afundando 0,5 mm por ano. A exploração intensa dos reservatórios de água subterrânea e o peso das construções urbanas comprimem o solo, somados à erosão e à diminuição da deposição de sedimentos, fazem a superfície afundar lenta e gradualmente, aumentando o risco de inundações mais frequentes e o recuo da linha de costa. Os deltas dos rios abrigam 10 das 34 megacidades do mundo e uma população de aproximadamente 500 milhões de pessoas (Nature, 14 de janeiro).
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